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Archive for agosto \23\UTC 2006

23/08/2006

Sonho e um ventinho me acorda. Vento não é uma das coisas mais agradáveis que existem, mas esse me parece até quente.
Agradeço, não preciso de desejos absurdos, de fugir da realidade. Se alguma coisa melhorar, estraga.
Aprendi.


“Só acredito no semáforo
Só acredito no avião
Eu acredito no relógio
Acredito no coração”

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16/08/2006

– Deixa esses pensamentos bobos pra mais tarde, meu bem, que a chaleira já ‘tá assobiando feito louca avisando que é a hora do nosso café.

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09/08/2006

3h45
A madrugada é fria, escura e úmida, os barulhos da noite são deveras esquisitos. Qualquer um ficaria com medo em seu lugar, mas ela não estava nem um pouco assustada.
Fuma um cigarro e estrala os dedos ao ritmo da música que treme em seus ouvidos através dos fones, caminha devagar.
Não se preocupa com o que pode lhe acontecer; ser estuprada, esfaqueada, assaltada, ver o chupa-cabra. Afinal, não tem ninguém lhe esperando em casa, não tem ninguém com quem se preocupar E que vá se preocupar com ela, quem possa fazer com que o gosto da sua vida deixe de ser amargo…
E é assim que vai ser, madrugada após a outra. E tal e coisa.

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03/08/2006

“Para aqueles fantasmas que passaram,
Vagabundos a quem jurei amar,
Nunca os meus braços lânguidos traçaram
O voo dum gesto para os alcançar …

Se as minhas mãos em garra se cravaram
Sobre um amor em sangue a palpitar …
__Quantas panteras bárbaras mataram
Só pelo raro gosto de matar !

Minh’ alma é como a pedra funerária
Erguida na montanha solitária
Interrogando a vibração dos céus !

O amor dum homem ? __Terra tão pisada,
Gota de chuva ao vento baloiçada …
Um homem ? __Quando eu sonho o amor de um Deus ! …”

[Ambiciosa – Florbela Espanca]
Charneca em Flor (1930)

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