Feeds:
Posts
Comentários

Archive for setembro \20\UTC 2010

Ano Um

Setembro do ano passado foi nublado, mas me trouxe o amor.
E veio bem numa época em que eu ‘tava querendo ser de ninguém, e acho que você também, e demorou pra gente se amarrar.
Fiquei com medo que você fosse ser só alguém de quem eu ia achar que gostei e acabei deixando sumir, e até pensei que isso seria o melhor, mas confesso que no dia em que a gente foi ao cinema pra ver “Up” e vieram aquelas cenas do casal Fredricksen, eu imaginei como seria ter uns 60 anos de vida pela frente pra te conhecer. Que louca, querendo passar o resto da vida com alguém que mal conhece. Mas foi involuntário; veio do coração.
E o amor não veio tranqüilo, não. Veio arrebentando. Veio me dando vontade de chorar a toda hora e me fazendo rezar pra não ter nada parecido com Frida Kahlo e Diego Rivera.
Mas quando foi correspondido, foi calmo, e bem no dia do meu aniversário. Naquela noite em que eu não quis te soltar e acho que você também não quis me soltar. Quando você me levou embora nas costas, no final da madrugada, me deixando sorrir feito idiota por ter limpado sua boca suja de um sanduíche do Subway um pouco antes.
E olha aonde a gente chegou, dividindo a cama quase todas as noites, as escovas de dente lado a lado num copo na minha pia e até cueca sua tem na minha gaveta dos pijamas. E eu sei que isso pode parecer clichê e tranqüilo (uma vez você me disse que todas as cartas de amor têm a palavra “clichê” no meio), mas meu coração ainda dança louco quando eu sei que vou te ver e minhas mãos suam quando ouço o elevador subindo, igualzinho àquela vez em que você foi à minha casa velha pra gente assistir àquele filme do Paul Rudd que eu nem lembro o nome. Acho que a gente precisa locar esse filme de novo.

Read Full Post »

Se tem uma coisa que tem me deixado meio estressadinha ultimamente, essa coisa é gente que fica glamurizando (?) o transporte público.
Sempre leio em blogs por aí que as pessoas encontram gente fascinante nos ônibus, que é ótimo ir observando a cidade, que o tempo que se passa no coletivo é perfeito para colocar a leitura em dia, etc & etc. Cara, eu não sei em qual mundo você vive, mas no meu os ônibus são um pedacinho do inferno (e olha que eu moro em Curitiba, que é uma cidade modelo em questão de transporte público).
Até pouco tempo atrás eu não entendia como algumas pessoas reclamavam do transporte público daqui, já que a linha Guilhermina (que eu pegava pra ir à faculdade quando morava no centro) e o Interbairros I (que pego agora, embora na hora do almoço e no final da tarde seja tensinho) são bem amigáveis – mas eu nunca encontrei um filósofo ou um diretor de cinema no busão. O inferno começou quando eu passei a utilizar o bi articulado Santa Cândida – Capão Raso, para ir ao Celin.
Os bi articulados funcionam basicamente assim: três passam praticamente seguidos no tubo e o quarto demora mil anos pra chegar. Em 90% das vezes o ônibus está lotado e, não sei se isso é um reflexo do meu signo (libra) vaidoso e cheio de não-me-toques ou é a realidade mesmo, parece que mais da metade das pessoas está fedendo (pode ser 6h40 am que elas já vão estar cheirando a sovaco) e elas insistem em ficar se esfregando em você; por mais que tenha algum espaço sobrando por perto, os filhos e filhas da puta vêm esfregar o sovaco e aqueles cabelos soltos em você. Isso sem contar que o ônibus balança, balança & balança, e em cada embarque e desembarque você corre sérios riscos de ser esmagado pela porta (como já aconteceu comigo).
Claro que os ônibus não são de todo mal; não gosto nem de pensar como a vida seria se todo mundo usasse um carro (eu tenho cinqüenta mil problemas respiratórios), e sei que o transporte público “salva a vida” de muitas pessoas.
A questão é que é um absurdo a gente ter que agüentar ônibus lotados e atrasados sendo que pagamos um preço relativamente alto na passagem (r$2,20 e com chances de aumentar), sem contar o transporte muito pior de outras cidades que não Curitiba, num país em que tanta gente precisa dele– e numa época em que uma das maiores preocupações é poluir o menos possível.
Eu sei que eu posso ser uma patricinha nojentinha que nem sabe o que é precisar mesmo de um ônibus, mas você sabe que eu não estou errada.

Read Full Post »

Casa (não tão) nova (assim)

Já fazia um tempo que eu vinha ensaiando uma vinda para o WordPress. Depois de deixar a preguiça de lado e aprender a mexer aqui ontem (é mais difícil, sim, que o Blogger) , por conta do novo “projeto” meu e do Maurício (o EU QUERO SABER O FINAL!), decidi mover meu blog (o ai! não fala isso, por favor) pra cá.

O arquivo todo foi importado, portanto o conteúdo e meu jeitinho continuarão sendo os mesmos.

Explicação para o novo endereço: a maioria dos meus sites (twitter, last.fm, orangotag e flickr) tem “macappuccino” como endereço. Eu não aguentava mais. “Cerejas na neve” foi o nome escolhido porque existe um esmalte da Revlon chamado “Cherries in the Snow” e eu acho isso uma fofura. Como já existia um blog com o endereço do nome original do esmalte, resolvi colocar o nome em português mesmo.

Beijos!

Read Full Post »