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Archive for dezembro \27\UTC 2010

Marinheiro

Se 2008 foi o ano da solidão e 2009 foi o ano das surpresas, 2010 foi o ano de firmar laços.
Demorou pra passar esse ano, viu? Mas, agora que passou, fico feliz em olhar pra trás e ver que, embora quase ninguém tenha chegado, quem já estava não passou perto de sair.
Estou lendo “Paris é uma festa”, do Hemingway, e em várias passagens do livro ele comenta que as pessoas são limitadoras de felicidade (até comentei isso no meu twitter ontem). Sempre levei isso meio que como uma filosofia de vida (mesmo lendo esse livro somente aos 20 anos), porque já dei muito murro em ponta de faca em relacionamentos, mas, depois dos últimos dois anos, vi como as pessoas podem, também, ser responsáveis por felicidade. Percebi que não é fraqueza esperar amor e aprovação dos outros, e também demonstrar amor e admiração.
Então, que em 2011 os laços virem nós. Cheers!
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Sobre conhecer & desconhecer

Quando eu tinha uns doze anos, meu melhor amigo era meu vizinho. Meu vizinho tinha um amigo. Eles tinham um amigo virtual (termo brega) que morava no Rio. Eu conversava com todos. Um dia, esse amigo virtual me mandou “Mr. Writer” (que era do cd mais recente do Stereophonics na época) e a música virou a minha preferida (por alguns meses); acho que eu nunca tinha ouvido falar na banda.
Ontem tocou Stereophonics no rádio e me lembrei disso agora pouco. Eu nem lembro do nome do menino que me apresentou eles e isso me fez pensar na quantidade de pessoas que tiveram uma certa relevância na nossa vida (não que Stereophonics seja minha banda preferida) e que a gente simplesmente deixa sumir; não sabe se vive, se morreu, se terminou a escola, se casou, se teve filhos. Claro que de algumas quero distância, mas às vezes me pego pensando em como seria ter continuado com a amizade que já tive com algumas pessoas que me foram muito queridas.
Também fico pensando nas oportunidades em que deixamos de conhecer alguém. Hoje mesmo, por exemplo, fui fazer as unhas (da mão & do pé) e tive a companhia de duas manicures durante quase uma hora. Não perguntei o nome de nenhuma delas. E não foi por maldade, mas é que já estou tão acomodada no meu mundinho que nem penso em deixar mais gente entrar. Talvez seja bom sair um pouco do casulo.

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