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Archive for fevereiro \04\UTC 2011

Não há lugar como nossa casa?

Faz uns seis meses que me mudei do centro para o bairro mais nobre de Curitiba e isso ilustra bem aquele clichê de que nunca estaremos completamente satisfeitos com as coisinhas dessa vida.
Aguardei quase um ano e meio por essa mudança (o apartamento foi comprado quando o prédio ainda estava sendo construído) e, acredite, foi muito tempo. O prédio em que eu morava antes tinha vários problemas, tipo água faltando quase semanalmente, (a maioria dos) apartamentos sem garagem, descargas vizinhas estourando e molhando até minha sala de estar, ladrões em alguns apartamentos, etc. Aí me mudei para um apartamento lindo, grande, num bairro bonito e qual é a minha surpresa? Às vezes sinto saudades do apartamento do centro, com garotos de programa e usuários de crack na esquina.
Resolvi listar alguns dos motivos que me levam a essa possível loucura:
• Apesar d’a região não ser lá muito bem freqüentada à noite (o prédio fica entre as praças Osório e Rui Barbosa, pra vocês, moscas que lêem o meu blog, localizarem-se), o lugar em que eu morava tinha suas vantagens, como eu precisar andar apenas uns cem metros pra pegar ônibus pra ir pra faculdade (ando umas boas quadras agora), lojinhas populares de cosmético na mesma quadra (sou fútil sem muito dinheiro), restaurantes baratinhos & bons na área comercial do prédio, dentre outros motivos.
• (embora esse tópico também seja sobre localização, ele é mais importante dos que os outros) Consegui um estágio no jurídico da Caixa Econômica Federal e adivinhem só aonde o prédio deles fica. Sim, a uma quadra de onde eu morava antes. O lugar onde moro agora não é longe, mas fica naquela localização irritante de não-tão-perto-mas-não-tão-longe-para-ir-de-ônibus.
• (esse tópico vai parecer meio babaca, mas é a realidade) Mesmo que fosse meio mal frequentada, eu me sentia bem mais segura quando saía a pé pela região do meu antigo apartamento; eu me misturava com o povão e pronto (gente, lembrem que eu morei dezessete anos da minha vida no interior e sou medrosa bagarai). Como é tido como nobre (juro que não fui eu quem dei esse “apelido”), o lugar em que moro agora é muito mais visado pelos amigos trombadinhas – não sei qual é a lógica deles, visto que eu (e acho que a maioria dos meus vizinhos) não sai com mil reais dentro da bolsa.
Eu ia adicionar mais um tópico, dizendo que também sinto falta da minha outra casinha porque tive muitos momentos felizes lá, como o início do meu namoro, mas percebi que isso não tem a ver com o lugar e sim com as pessoas que convivem comigo. Sendo assim, acho que vou continuar tendo momentos felizes por muito tempo ainda.

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