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Archive for agosto \13\UTC 2012

Roupa de cinema

Dia desses vi na Vanity Fair uma lista dos 25 filmes mais e dos 25 filmes menos elegantes de todos os tempos. Fã de listinhas que sou, resolvi fazer a minha dos 10 mais – não necessariamente dos mais elegantes, mas dos filmes que têm um figurino que amo.
Eles não têm ordem de colocação, apenas foram escolhas aleatórias que fiz.

WELCOME TO THE DOLLHOUSE (1995)
As roupas que a Dawn usa só fazem meu amor por ela aumentar.

THE ROYAL TENENBAUMS (2001)
Como se não bastasse ser meu filme preferido, “Os Excêntricos Tenenbaums” tem cenários lindos e figurinos marcantes. Toda menina fã do filme já quis usar um vestido da Lacoste com um casaco de pele (falsa, por favor). Não? Eu já.

GHOST WORLD (2001)
Às vezes eu queria ter 17 anos de novo só pra poder usar as roupas da Enid – e pintar meu cabelo de verde, claro.

AN EDUCATION (2009)
A Londres dos anos 60 inspira roupas gracinha para as mulheres e elegantes & alinhadas para os homens. Tudo muito lindo.

FERRIS BUELLER’S DAY OFF (1986)
Sloane Peterson é a minha personagem feminina dos anos 80 preferida, e eu não me importaria nem um pouco em usar um casaco claro com franjas para ficar parecida com ela.

ANNIE HALL (1977)
Se pudesse, me vestiria como a Annie todos os dias – só não sei se eu teria coragem de sair à rua com a (des)combinação nada discreta de calça larga + colete + gravata.

MARIE ANTOINETTE (2006)
Como não amar os vestidos & penteados extravagantes, com direito a mini-passarinhos pelos cabelos? O único problema é a vontade que dá de comer doces depois de assistir ao filme.

CLUELESS (1995)
Quem consegue não gostar da Cher? Eu não resisto a um conjuntinho.

LOLITA (1997)
Eu queria que todo dia fosse verão para que eu pudesse usar todas as roupas dessa versão da senhorita Dolores Haze.

BREAKFAST AT TIFFANY’S (1961)
Um pretinho-nada-inho clássico para fechar a lista. Vamos combinar que às vezes Holly Golightly pode ser um pouco irritante, mas eu queria todas as roupas dela no meu armário.

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Tesouro familiar

Até 2003/2004, época do boom das câmeras fotográficas digitais, fotos reveladas eram coisa constante em minha casa. Meu pai sempre teve parentes morando no Japão, então pra nós não era tão caro ter aparelhos de fotografia bons, e qualquer eventinho merecia fotos.
Pra mim, mais divertido do que rever fotos da minha infância, era olhar fotos antigas da minha família, de quando eu ainda não existia. Três semanas atrás, quando fui pra Guarapuava pela última vez, enquanto tentávamos encontrar uma foto ridícula minha e dos meus irmãos (isso pode ser assunto para outro post), minha mãe “desenterrou” do fundo da estante uma caixa que não lembrávamos o que continha. Foi uma grata surpresa constatar que a caixa estava repleta de fotos da juventude dos meus pais, nos anos 80, recheadas de personagens com cabelos escovados de forma extravagante e com roupas que eu gostaria de ter.
Apesar de na caixa haver fotos dos mais variados eventos, de uma prima da família Balan secando os cabelos com um secador que mais parecia uma câmera Super-8 ao after party do casamento de meus pais, as fotos que mais chamaram a minha atenção foram de uma festinha realizada no quarto em que meu pai morava na Casa do Estudante Universitário quando cursava o ensino superior em Curitiba.










Aos olhos dos outros as fotos podem não ter nada de extraordinário, mas para mim elas significam muitas coisas. As fotos são de novembro de 1984, então meus pais eram só um pouco mais novos do que sou hoje, e é muito bom ficar imaginando o que eles faziam, o que estavam ouvindo, como era o começo do namoro deles. Pelos semblantes, apesar dos perrengues que eles tanto relatam, parece que as coisas iam bem. Eram felizes, e me fazem feliz.

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