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Archive for the ‘estressadinha’ Category

Se tem uma coisa que tem me deixado meio estressadinha ultimamente, essa coisa é gente que fica glamurizando (?) o transporte público.
Sempre leio em blogs por aí que as pessoas encontram gente fascinante nos ônibus, que é ótimo ir observando a cidade, que o tempo que se passa no coletivo é perfeito para colocar a leitura em dia, etc & etc. Cara, eu não sei em qual mundo você vive, mas no meu os ônibus são um pedacinho do inferno (e olha que eu moro em Curitiba, que é uma cidade modelo em questão de transporte público).
Até pouco tempo atrás eu não entendia como algumas pessoas reclamavam do transporte público daqui, já que a linha Guilhermina (que eu pegava pra ir à faculdade quando morava no centro) e o Interbairros I (que pego agora, embora na hora do almoço e no final da tarde seja tensinho) são bem amigáveis – mas eu nunca encontrei um filósofo ou um diretor de cinema no busão. O inferno começou quando eu passei a utilizar o bi articulado Santa Cândida – Capão Raso, para ir ao Celin.
Os bi articulados funcionam basicamente assim: três passam praticamente seguidos no tubo e o quarto demora mil anos pra chegar. Em 90% das vezes o ônibus está lotado e, não sei se isso é um reflexo do meu signo (libra) vaidoso e cheio de não-me-toques ou é a realidade mesmo, parece que mais da metade das pessoas está fedendo (pode ser 6h40 am que elas já vão estar cheirando a sovaco) e elas insistem em ficar se esfregando em você; por mais que tenha algum espaço sobrando por perto, os filhos e filhas da puta vêm esfregar o sovaco e aqueles cabelos soltos em você. Isso sem contar que o ônibus balança, balança & balança, e em cada embarque e desembarque você corre sérios riscos de ser esmagado pela porta (como já aconteceu comigo).
Claro que os ônibus não são de todo mal; não gosto nem de pensar como a vida seria se todo mundo usasse um carro (eu tenho cinqüenta mil problemas respiratórios), e sei que o transporte público “salva a vida” de muitas pessoas.
A questão é que é um absurdo a gente ter que agüentar ônibus lotados e atrasados sendo que pagamos um preço relativamente alto na passagem (r$2,20 e com chances de aumentar), sem contar o transporte muito pior de outras cidades que não Curitiba, num país em que tanta gente precisa dele– e numa época em que uma das maiores preocupações é poluir o menos possível.
Eu sei que eu posso ser uma patricinha nojentinha que nem sabe o que é precisar mesmo de um ônibus, mas você sabe que eu não estou errada.

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o orkut (pt. 3) – acho que devo mudar o nome dessa “série” para “da arte de me irritar com o orkut”

O objeto de apreciação do meu ódio nesse post será a comunidade “O povo acha que eu uso drogas”, mais uma maravilha dessa rede social tão querida.

O post vai ser curto porque não há muito o que explicar: 70% das pessoas que eu conheço que estão/estavam nessa comunidade usam, de fato, alguma droga, e o resto são pessoas de quinze anos ou menos que pensam que imitar os indivíduos do Jackass ou, recentemente, do Pânico na TV, é agir como drogado.
Acho que seria uma boa se essa comunidade se desmembrasse em duas: 
“O povo sabe que eu uso drogas” e “O povo acha que eu tenho retardo mental”.
Beijinhos

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Resolvi criar outra linda série no meu blog. 
Quem me conhece sabe que é muito fácil me irritar. Eu sou estressadinha, do tipo que periga ter um ataque cardíaco aos 32 anos de idade (embora a Brittany Murphy tenha tido e, cara, ela parecia tão relax). E me irrito com coisas banais, muito banais. Por exemplo…


o orkut


O orkut é uma merda. Tá, não que seja uma super merda, porque se não fosse o orkut talvez eu não tivesse conseguido cds de bandas que só eu gosto ou reencontrado meu primo que eu pensava estar morto. É uma merda porque eu, assim como muitas pessoas (acredito), tenho o hábito de julgar os outros pelas comunidades do orkut, e sabem, queridos amigos, tem muita gente que entra em comunidades de coisas das quais não gostam DE VERDADE. “Nossa, Mariana, que surpresa” – pois é!
Sim, eu sou aquele tipo de pessoa chata que acha que só é legal quem gosta das mesmas coisas que eu. Tipo, eu vou ter achar um nada se você nunca viu um filme dos irmãos Coen ou se você não dá risada com o Sérgio Mallandro.
O problema do orkut é que é muito fácil você “gostar” das coisas. Se você quer entrar na comunidade do Hitchcock basta apertar “participar”; você não precisa responder a um quiz sobre o diretor pra mostrar se você é digno ou não de estampar a comunidade dele no seu perfil. Daí um dia chega uma coitada que resolve virar legalzona e entra, por exemplo, na comunidade do Michel Gondry, sem saber que ele já dirigiu dois clips do Beck (até porque essa pessoa só deve ter ouvido “loser” na vida), ou que ele é muito feio (porque nunca viu sequer uma entrevista com ele – ou quem sabe viu a da Marina Person, e olhe lá).
Aí grandes porcaria’ eu amar o Wes Anderson com toda a minha alma, ou o Spike Jonze ter sido o primeiro diretor que o meu namorado citou gostar no dia em que a gente conheceu e fez com que eu desse gritinhos histéricos com isso, porque o tosco que escreve errado pode virar “fã” deles em apenas um clique. Mágico, não? Não.




(alguém, por favor, diga pra mim que eu sou normal)

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