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Archive for the ‘divagações’ Category

balanço de 2013

digitalizar0003 (2)

neste ano que está pra terminar eu:

 

1) passei no exame da ordem dos advogados do brasil;
2) fiz 23 anos;
3) terminei o curso de direito;
4) ainda não sei o que quero fazer da minha vida.

 

um feliz natal e um belo 2014 para todos!
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Tesouro familiar

Até 2003/2004, época do boom das câmeras fotográficas digitais, fotos reveladas eram coisa constante em minha casa. Meu pai sempre teve parentes morando no Japão, então pra nós não era tão caro ter aparelhos de fotografia bons, e qualquer eventinho merecia fotos.
Pra mim, mais divertido do que rever fotos da minha infância, era olhar fotos antigas da minha família, de quando eu ainda não existia. Três semanas atrás, quando fui pra Guarapuava pela última vez, enquanto tentávamos encontrar uma foto ridícula minha e dos meus irmãos (isso pode ser assunto para outro post), minha mãe “desenterrou” do fundo da estante uma caixa que não lembrávamos o que continha. Foi uma grata surpresa constatar que a caixa estava repleta de fotos da juventude dos meus pais, nos anos 80, recheadas de personagens com cabelos escovados de forma extravagante e com roupas que eu gostaria de ter.
Apesar de na caixa haver fotos dos mais variados eventos, de uma prima da família Balan secando os cabelos com um secador que mais parecia uma câmera Super-8 ao after party do casamento de meus pais, as fotos que mais chamaram a minha atenção foram de uma festinha realizada no quarto em que meu pai morava na Casa do Estudante Universitário quando cursava o ensino superior em Curitiba.










Aos olhos dos outros as fotos podem não ter nada de extraordinário, mas para mim elas significam muitas coisas. As fotos são de novembro de 1984, então meus pais eram só um pouco mais novos do que sou hoje, e é muito bom ficar imaginando o que eles faziam, o que estavam ouvindo, como era o começo do namoro deles. Pelos semblantes, apesar dos perrengues que eles tanto relatam, parece que as coisas iam bem. Eram felizes, e me fazem feliz.

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O caso Marnie

“Girls”, da HBO, tem sido minha série preferida atualmente (mas ficando razoavelmente atrás de “Mad Men” e “Família Soprano” na pontuação geral). As personagens femininas são um tanto caricatas e adoro todas, com exceção de Marnie (a melhor amiga da protagonista, Hannah), que surpreendentemente (ou não) é a mais real delas.
Todas já fomos um pouco Marnie e temos (ou já tivemos) amigas como ela. Marnie é egoísta – e acha que os outros é que são. Marnie namora há anos e só foi conhecer o apartamento do namorado no dia em que terminou com ele. Marnie critica o caso da amiga sem sequer conhecê-lo e fica apavorada ao ver o ex (que ela, dava a entender, não suportava) com uma namorada nova – mas concordamos que ele poderia ter esperado um pouco mais, mesmo que Marnie fosse fazer o mesmo caso tivesse encontrado alguém interessante o suficiente.
Essa minha antipatia com a personagem me fez ficar pensando nas relações entre mulheres. Porque ao mesmo tempo em que às vezes criticamos nossas amigas por elas (também) acharem que o mundo gira em torno delas, queremos que elas cheguem seguras em casa, que arrumem um emprego & um namorado que lhes dê o valor que merecem.
Muitos apostam que Marnie será a próxima personagem da série a ser analisada com (uma sutil) profundidade. Eu, como mulher que não admite seus defeitos (aliás, admito, mas que ninguém venha apontá-los em meu nariz), vou acompanhar, fingindo que não sou um tanto Marnie e que vou tentar entender só as moças ao meu redor.

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Ontem fui ao show do Los Hermanos no festival Lupaluna e é claro que me estressei. Apesar de amar a banda e ter esperado quase seis anos para ir a um concerto deles de novo, não consigo não me irritar em festivais. Sempre acabo relevando, porque se vou a um show desse tipo é porque realmente gosto da(s) banda(s), mas ontem isso ficou complicado em alguns momentos.
Mais do que aglomeração, mais do que gente se apoiando no meu ombro, mais do que encoxadas indesejadas, quem me conhece sabe que odeio pessoas que não sabem o que estão falando.
Ouvi muita porcaria na noite de ontem, mas duas foram campeãs e vou transcrevê-las abaixo, junto das respectivas respostas que eu gostaria de ter dado para suas autoras (mentalizem vozes bem irritantes – não para as minhas respostas, claro):
1. Não existe meio fã de Los Hermanos. ou você é fã ou você não é! Não tem outra escolha.
R.: Existe, sim. Conheço várias pessoas que gostam de algumas músicas, que acham a banda simpática e que iriam a um show se o ingresso estivesse a um preço acessível.
2. (cara grita, antes de começar o show, “toca ‘anna julia’!”) Aff, esse cara não sabe que eles nunca tocam “Anna Julia”? Nem adianta pedir; eles detestam.
R.: Minha filha, se você tivesse dado uma olhada nas setlists (?) dessa turnê teria visto que eles estão tocando “Anna Julia”, sim – e me deu vontade de fazer uma espécie de dancinha da vitória na cara da menina quando eles tocaram a música.

 

BÔNUS: na saída do show uma menina insinuou que eu queria furar a vez na fila para pegar a van de volta para o estacionamento. Se isso tivesse ocorrido até um ano e meio atrás, provavelmente eu teria engolido em seco e só ficado me remoendo por dentro. Acontece que agora não consigo mais engolir esse tipo de sapo, não. Soltei um: “queridinha, pode ficar tranquila que não sou o tipo de pessoa que fura fila, tá bom?”
(OK, eu não falei “queridinha”, mas o resto é verdade).
CONFISSÃO: na verdade uma vez eu e uns amigos pagamos R$50,00 (no total) a um porteiro para irmos para o começo da fila do show do Franz Ferdinand. É claro que só fizemos isso porque nosso voo atrasou duas horas e não conseguiríamos entrar a tempo se fôssemos para o fim da fila (aham). Mas isso foi praticamente uma experiência antropológica sobre o jeitinho brasileiro e era o show do Franz Ferdinand, e não uma porcaria de fila para pegar uma van que passava a cada dez minutos.

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O amor está moribundo

Aconteceu uma coisa muito triste em Curitiba na semana que passou. Na realidade, alguma coisa aconteceu, porque, até então, não foi divulgado com cem por cento de certeza o que realmente ocorreu. Fato é que um menino de 18 anos saiu de um bar em Curitiba na madrugada de domingo passado (dia 06 de maio) e alguma coisa aconteceu que o fez ficar seriamente ferido, e ontem precisou ter uma perna amputada. O bar alega que o jovem não tinha r$60,00 para pagar a conta, tentou fugir, um dos seguranças foi atrás, os dois caíram e o menino se machucou. A família & advogado do jovem alegam que ele foi agredido pelos seguranças do estabelecimento, uma vez constatado que ele não teria o dinheiro para pagar a comanda.
Não é preciso dizer que fiquei muito triste com a notícia, né? Primeiramente, óbvio, por encarar o fato de um menino de 18 anos, com aquele clichê de uma-vida-toda-pela-frente, precisar ter uma perna amputada. Segundo porque gosto muito do bar onde tudo ocorreu. Foi, por um bom tempo, o melhor bar de Curitiba pra mim – e ainda por cima foi onde conheci o amor da minha vida.
Não quero entrar no mérito de quem tem razão, até porque não posso afirmar concretamente o que ocorreu. O que posso afirmar em concreto foi o que vi, e somente isso. Ontem, ao ler no site de um jornal paranaense a notícia a respeito da amputação, minha reação imediata foi entrar no perfil do estabelecimento no Facebook (olha como as redes sociais acabam movendo nossas vidas) e ver se havia algum pronunciamento a respeito do caso. Encontrei vários comentários de clientes, assim como eu, indignados e querendo saber se aquilo era mesmo verdade, como se não quisessem acreditar. Hoje, ao retornar à página para verificar se havia alguma resposta oficial, para a minha surpresa (ou não), os comentários a respeito do ocorrido tinham sido apagados. Não todos. Um comentário mantido chamou a minha atenção. Era o de uma menina que defendia a inocência do bar, seguido de comentários irônicos a respeito da necessidade de amputação da perna do menino (que se concretizou) e de que ele teria “aprendido uma lição”. Se o bar tanto afirma não ter culpa, qual era o problema em responder aos comentários? Qual também era o problema em entrar em contato com a família do menino para se informar sobre a situação deste (coisa que o bar não fez, confirmada pelo advogado do estabelecimento nessa matéria aqui, que disse que a ajuda seria prestada depois, através dos meios legais)? Antes de tentar preservar a imagem do local, visto que, independente de culpa ou não, tudo aconteceu em suas dependências, o caso envolve uma brusca mudança na vida de uma pessoa muito, muito nova, e um pouco de solidariedade nunca é demais – com o perdão do discurso de Madre Teresa de Calcutá.

UPDATE: Não encontrei mesmo no perfil do Facebook do bar as mensagens que vi ontem, depois da notícia da amputação. O que ainda estão lá são comentários do começo da semana passada, sendo que o estabelecimento respondeu a apenas um deles com o link de uma foto do mural, na qual há a informação de que em breve um comunicado oficial será divulgado – o que ainda não ocorreu.
UPDATE 2: A conta do menino foi de r$60,00 e ele tinha apenas r$40,00 em dinheiro para pagar a comanda. A confusão se deu, na realidade, por causa de r$20,00.

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Vida

O ano mal começou e o cansaço toma conta de mim. Mas é cansaço mental, o pior tipo de cansaço que existe. Não coloco o pé pra fora de casa nunca. Não consigo mais diferenciar os dias. Não me lembro de sexta-feira, de quinta, de quarta. A semana que passou foi um dia só, longo e quente. E eu quero chuva.

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Busca

Quando saí de Guarapuava pra voltar à minha terra natal eu vi uma chance de recomeçar. Não é que eu quisesse esquecer meu passado, porque de certa forma ele sempre vai estar presente, compondo o que sou hoje e o que serei no futuro, mas queria sair dum lugar no qual eu sentia que não pertencia. Já fiz meu discursinho aqui sobre o quanto a cidade em que cresci me decepcionou e acredito não haver necessidade de repetição.
Fui muito feliz em Curitiba por um tempo. Amava a sensação de sair à rua e não conhecer ninguém, mas também sofria com a falta de sorrisos no elevador. Acontece que, no final das contas, acabei percebendo que a capital paranaense nada mais é que uma Guarapuava com mais opções de lazer.
Ficaria muito feliz e me encheria de esperança se alguém me contasse que encontrou uma Curitiba diferente da minha, mas me deparei com um lugar provinciano e com os vampiros de Dalton Trevisan. Eu, justo eu, que tanto quis voltar para o lugar que me viu nascer, só quero ir embora. Isso me faz pensar se o inferno são mesmo os outros. Não conheço nada da vida e criei muitas raízes, o problema é que elas são mais frágeis do que talos de margarida.
O que tem me feito viver (e sobreviver) é que home is wherever I’m with you, meu amor.

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